segunda-feira, 12 de março de 2012

Exposição “Raízes: Mulheres d’África”


Tela da artista plástica Lilia Magalhães de Carvalho


No último 8 de Março – Dia Internacional da Mulher, foi inaugurada no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, a exposição “Raízes: Mulheres d’África”.
A mostra reúne 25 telas da artista plástica Lilia Magalhães de Carvalho. Os trabalhos, de uma beleza ímpar, resgatam as raízes africanas e destacam a participação da mulher negra na sociedade e no combate ao racismo.  
A exposição é uma realização da Secretaria de Estado da Cultura, por meio da Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias, em parceria com a Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania, por meio do Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado de São Paulo.
A mostra também lembra o 21 de março, Dia Internacional da Luta contra Discriminação Racial.
Exposição Raízes: Mulheres d’África
De 08 a 22 de março (terça a domingo, das 10h às 18h)
Local: Museu da Língua Portuguesa (Praça da Luz, s/nº, Centro). Tel. (11) 3326-0775
Entrada franca

quarta-feira, 7 de março de 2012

Mais poder político para as mulheres

Ato e Caminhada pelo Dia Internacional de Luta da Mulher

Dia Internacional da Mulher: Mulheres assentadas e quilombolas fazem mobilização em frente à sede do Incra, em SP

 A Organização de Mulheres Assentadas e Quilombolas do Estado de São Paulo (Omaquesp) realiza nesta quinta, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, um ato político em frente à sede da Superintendência do Incra, em São Paulo. Durante a manifestação serão apresentadas as demandas mais urgentes das mulheres que vivem nos assentamentos e nas comunidades quilombolas do Estado de São Paulo.
O ato, que contará com a presença da deputada Leci Brandão (PCdoB), vai mobilizar trabalhadoras de diversos municípios do interior do Estado, como Andradina, Sumaré, Araras, Jaboticabal, Bebedouro e Pradópolis.
Durante a manifestação, será discutida uma pauta de reivindicações com representantes do INCRA. Projetos específicos para mulheres assentadas, renegociação de dívida e liberação do Pronaf, com especificidade para o Pronaf  Mulher junto a Superintendência Estadual do Banco do Brasil são alguns pontos da pauta do encontro.
A criação de espaços para o desenvolvimento de projetos de artesanato, cozinhas comunitárias e atividades educativas também estão entre as demandas a serem apresentadas.
Durante o encontro, a entidade vai propor que seja feita uma parceria entre a Caixa Econômica Federal e o Incra para a construção e melhoria das moradias nos assentamentos, tanto nas áreas federais como nas áreas estaduais.
Esta é a primeira mobilização no Incra de São Paulo realizada somente por mulheres e marca os 10 anos da Omaquesp.
Onde: Sede do INCRA (rua Dr. Brasílio Machado, 203, Santa Cecília, SP)
Mais informações: (19) 97862713 ou (16) 92561599 /  Omaquesp@bol.com.br

segunda-feira, 5 de março de 2012

Assembleia Legislativa de São Paulo instala Comissão da Verdade Rubens Paiva

Rubens Paiva


Solenidade de instalação da Comissão da Verdade Rubens Paiva

O presidente da Assembleia, deputado Barros Munhoz, abriu na quinta-feira, 1º/3, no Plenário Juscelino Kubitschek do Palácio 9 de Julho, a solenidade que comemorou a instalação da Comissão Estadual da Verdade Rubens Paiva, batizada com esse nome em homenagem ao ex-deputado federal (PTB/SP) que foi morto pelo regime militar em janeiro de 1971. O objetivo do órgão é colaborar com a Comissão Nacional da Verdade no processo de apuração de graves violações dos direitos humanos ocorridas no Estado e praticadas por agente públicos estaduais durante os anos de 1964 a 1982.
Presidida pelo deputado Adriano Diogo (PT), esta é a primeira comissão estadual a apurar crimes ocorridos durante o regime militar.
Entre os presentes à solenidade estiveram Ivan Seixas, ex-preso político e presidente do núcleo de memória política, Paulo Vannuchi, ex-ministro de Direitos Humanos, Amelia Teles, da União de Mulheres e da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, Vera Paiva, filha de Rubens Paiva, Aziz Ab Saber, Vladimir Sacchetta, Airton Soares e Renato Simões.
A deputada Leci Brandão (PCdoB) esteve presente e cumprimentou os mebros da comissão e o deputado Adriano Diogo pela iniciativa.  
Durante o evento foram exibidos dois vídeos. O primeiro, uma campanha da OAB do Rio de Janeiro, utilizou atores representando desaparecidos reais, dizendo: "sou fulano, fui preso e desapareci em tal data. Será que essa tortura nunca vai acabar?", e termina com a OAB pregando a abertura de arquivos como um direito das famílias. O segundo colheu depoimentos de políticos que conviveram com Rubens Paiva e de familiares do ex-deputado. Entre os entrevistados estavam Fernando Henrique Cardoso, Almino Afonso, Plinio de Arruda Sampaio, Marcelo Rubens Paiva e Vera Paiva, que lembraram um pouco da personalidade de Rubens Paiva e de sua importância na defesa de amigos e das instituições.
Com informações do portal Alesp.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O foco é o samba

Leci durante desfile da Acadêmicos do Tatuapé

A cultura brasileira é rica em manifestações populares de rara criatividade e beleza. Todo ano, uma gama ampla e diversa de celebrações são revividas e ritualizadas, promovendo o diálogo entre o sagrado e o profano, entre valores mercantis e afetivos (por que não?) e entre pessoas de diversos segmentos sociais.
As festas não resolvem os conflitos, não eliminam as diferenças de classes, de raça e de gênero. Em alguns aspectos elas refletem e até ressaltam tais diferenças. O Carnaval, que envolve o maior número de pessoas em todo o país, já foi, em diversos momentos, espaço e lugar de demarcação de territórios de classes e de etnia. A fundação do bloco Ilê Aiyê, em Salvador (BA), exemplifica bem o que estamos falando. Contudo, o Carnaval permite construir um momento/espaço de integração, daí sua popularidade.
De todas as expressões carnavalescas, a que mais se destaca é o desfile das escolas de samba. Praticamente todas as capitais do país têm esse tipo de manifestação, que desde 1932 é marcada pela disputa. Por causa dessa competição, inúmeros incidentes já ocorreram. Lembro de quando o saudoso Carlos Dória, ex-presidente da Mangueira, rasgou as notas durante apuração no Maracanãzinho.
Na última semana, a apuração dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo ganhou repercussão na imprensa e nas redes sociais. Um integrante de uma das agremiações rasgou as notas dos jurados e representantes de outras escolas depredaram patrimônio público.  Os meios de comunicação que fizeram a cobertura dos acontecimentos, em vez de apurar e relatar os fatos, estão criando hipóteses e induzindo a suposições que só o tempo dirá a que servem.
Obviamente os responsáveis pela destruição do patrimônio público deverão ser punidos. No entanto, cabe à Liga das Escolas de Samba de São Paulo _ entidade organizada, cujo estatuto deve ser respeitado _, a apuração dos acontecimentos e a aplicação de penalidades às escolas infratoras. Afinal, a Liga é a maior interessada em punir e deve usar o episódio como exemplo para coibir ações desse tipo. Quanto ao vandalismo que aconteceu fora do sambódromo, não pode ser creditado aos sambistas.
O Carnaval de São Paulo passou por um crescimento nos últimos 10 anos graças aos esforços de quem faz o samba nas quadras o ano inteiro e à união e à organização das escolas por meio da Liga. O episódio lamentável que aconteceu na apuração foi um fato isolado, que não pode tirar o brilho dos desfiles feitos pelas escolas e não reflete o universo do samba e das comunidades que têm nas escolas seus espaços de expressão.
Parabéns à Mocidade Alegre, à Rosas de Ouro e a todas as escolas de samba de São Paulo que são muito maiores do que as brigas e o vandalismo.

Aprovado projeto que reajusta salário mínimo regional

Foi aprovado em Plenário na quinta-feira, 23/2, o Projeto de Lei 1/2012, do Executivo, que reajusta os pisos salariais mensais dos trabalhadores do Estado de São Paulo (salário mínimo regional). De acordo com o texto, serão fixados em R$ 690 os pisos de trabalhadores domésticos, serventes, trabalhadores agropecuários e florestais e pescadores, dentre outras categorias; em R$ 700 os de operadores de máquinas e implementos agrícolas e florestais, de máquinas da construção civil, de mineração e de cortar e lavrar madeira, classificadores de correspondência e carteiros, tintureiros, barbeiros, cabeleireiros, manicures e pedicures, dedetizadores, vendedores, trabalhadores de costura e estofadores, pedreiros e outros; e em R$ 710 os de administradores agropecuários e florestais, trabalhadores de serviços de higiene e saúde, chefes de serviços de transportes e de comunicações, supervisores de compras e de vendas, agentes técnicos em vendas e representantes comerciais, além de outros.